terça-feira, 10 de março de 2015

SPICY THAI SALAD

Let's talk about sexalad.


Representado: como eu me sinto comendo salada.
Sejamos sinceros. Eu entendo porque alguém come tomate cru. É docinho, remete automaticamente ao sabor de uma boa pizza e é bem "suculenti" (Ulisse, 2013). Cenoura? Humm, ok, beta-caroteno e faz um bom bolo. Palmito e cebola, tá, ok. Mas o que faz uma pessoa gostar de alface? Tudo bem, eu te concedo a rúcula (a Mogui não concede). Agora, alface?


Não, não venha pormenorizar a presença do alface nas saladas. Elas são o item básico, principal. Alface está para a salada assim como a massa está para a cozinha italiana. Ou programas de culinária para o GNT.


GNT: redefinindo o conceito de "Food Porn" uma sub-celebridade culinária de cada vez. 



Nós do D&G acreditamos que nossos antepassados não inventaram machadinhos e lanças para que hoje tenhamos que nos resignar a comer alface. Além do que, alface está na base da alimentação de lagartas (que são basicamente bebês borboleta) e coelhos. Se você come alface e semelhantes, você está tirando comida da boca de coelhinhos e borboletinhas. Pense bem, que tipo de pessoa faz isso? Você. Você faz isso.



Mas sim, sabemos perfeitamente que essa é uma batalha perdida. Não vamos convencer o mundo a abrir mão do alface. E sim, saladas serão eternamente preenchidas por alface. E nós, do D&G, abertos à democracia na cozinha e que gostamos de servir a todos, vamos aqui, divulgar uma excelente receita com alface. Porque mesmo que você roube comida de futuras borboletas e coelhos inocentes, nós amamos você. E se você for comer alface, nós queremos que você faça isso com segurança, sabendo o que está comendo. E não na rua, por aí, com molho HELLmann's compartilhado. É assim que você pega salmonella, sabia?


Tempo de preparo: 25 minutos
Rendimento: Variado.

Ingredientes:


- Alface americana;

- Alface roxa;
- Rúcula;
- Tomate cereja;
- 100g Mussarela de búfala;
- 200g Peito de frango;


Para o molho:

- 1 pimenta dedo de moça;
- 1 dente de alho;
- Suco de 1 limão (peneirado!);
- 1 colher de chá de óleo de gergelim torrado (acredite, vale a aquisição, podendo ser usado para vários pratos orientais);
- 1,5 colher de chá de sopa de molho shoyo;
- 1 colher de sopa de azeite de oliva;
- 1 colher de chá de mel;


Como fazer?



- Lave as folhas dos dois alfaces e da rúcula, e o tomate cereja e reserve. Adapte as quantidades às suas necessidades (quantas pessoas vão comer, o que você gosta mais etc.);

- Corte o peito de frango em cubos médios (pense em um bom frango xadrez), tempere com um pouco de limão e shoyo. Esquente um pouco de azeite em uma frigideira e coloque os cubos de frango. 200g deve dar para 2-3 pessoas tranquilamente;
- Frango pronto? Coloque todas as folhas na travessa (ou diretamente no prato se preferir), Corte os tomates cereja em dois, e a mussarela de búfala em cubos médios (se for da de bolinha corte cada bolinha em 4, de repente). Junte todos os ingredientes gostosos (tomate cereja, mussarela e frango) aos ingredientes verdes.

- Molho: corte a pimenta dedo de moça (sem as sementes! Sério! Mas deixe um pouco das ranhuras brancas se não tiver problema com um pouco de pimenta) e o alho nos menores pedaços que conseguir (pode até ralar, mas acho que não fica legal espremer). Coloque numa xícara ou vasilha pequena todos os ingredientes do molho e misture muito bem. And that is pretty much it.
- Regue a salada com o molho - com moderação. O molho é bem saboroso, mas levemente apimentado!
Três coelhos e 100 borboletas poderiam ter se alimentado com esse alface.
Durma com esse barulho.


quinta-feira, 5 de março de 2015

YIDDISH MOMMA: XACXUCA, CHAKCHOUKA OU SHAKSHOUKA


Essa seção está sendo estreada hoje. Sim, eu já tinha pensado em fazê-la há um tempo, mas tinha me faltado um peteleco final para começar a compartilhar as minhas diversas (mais de duas e, possivelmente, menos que quatro) receitas da alta gastronomia judaico-tradicional. Para inaugurar a seção, nada de gefilte fish ou kneidlach, vamos de shackchucca xaquixuka xackso chaksh shark chackshu shackxou XACXUCA!
Meu pai, bem antes de pensar em ser meu pai

Essa receita surge no blog neste 05/03/2015 em memória ao meu pai que hoje estaria completando 64 anos. Meu pai não era muito de aventurar-se cozinhando. Nas lembranças que tenho dele na cozinha ele normalmente está lavando a louça. No entanto, havia um prato que quando queríamos comer no jantar, era a ele que recorríamos: a xaquix chaquec shackshuo xacxuca. 



Devo confessar que durante uns 27 anos da minha vida eu achava que a shackchucca chaksh xacxuca era um prato familiar, que tivesse sido inventado pelos meus pais em algum momento da minha infância para nos fazer comer mais ovo, produto que abundava no kibbutz em que vivíamos. Afinal, se eu, morando no Nordeste do Brasil, falasse para qualquer amiguinho na escola que ia comer chaksh shark xacxuca, eu definitivamente seria motivo de piada pelo resto da minha vida escolar. No entanto, depois de muitos anos guardando este segredo e apresentando-o apenas para os amigos mais próximos, presentes no meu círculo de confiança, já morando em Porto Alegre, vou a restaurante de comida judaica e lá me deparo com ela, linda, vermelhinha e saborosa como sempre, com uma plaquinha de identificação abaixo: a chaquechuca shackshuo xacxuca! Lá se foi um mito. O danado do prato existia de fato e ultrapassava as fronteiras da minha casa (digita lá no Google, você vai ver, existe mesmo!). 
Mas então, vou deixar de lenga-lenga e contar como se faz este simples e delicioso prato.

Rendimento - Aqui vou estimar para 4 pessoas, mas é uma receita que se pode fazer tranquilamente para uma pessoa só (costumo calcular 2 ovos para cada).
Tempo de preparo: 15 minutos  

Ingredientes:
1 lata de tomate pelatti ou molho de tomate caseiro ou 6 tomates cortados em cubinhos;
1 fio de azeite para refogar;
1 cebola;
2 dentes de alho;
sal, açúcar, pimenta, manjericão e o que mais você quiser a gosto;
1/2 pimentão vermelho(é opcional. Eu nunca uso, pois odeio arrotar pimentão. Mas, aparentemente, a receia original leva);
8 ovos;
Fale 3 vezes, bem rápido: Xuxa, Sasha, Xacxuca e cachaça!

Modo de preparo: 
Corte a cebola em cubinhos e pique o alho. Refogue-os em uma frigideira grande e coloque o tomates pelatti (ou molho de tomate caseiro ou 6 tomates cortados em cubinhos). Tempere e, quando atingir o sabor desejado e estiver bem quente, acrescente os ovos sobre o molho. Coloque sal e pimenta rapidamente nos ovos e tampe a frigideira até que ovo esteja no ponto desejado. Eu curto com a gema ainda mole a a clara já toda bem branquinha. Sirva acompanhado de arroz branco. 
Enjoy!


sábado, 28 de fevereiro de 2015

NHOQUE DE BATATA DOCE COM AVEIA

São Pantaleão, patrono dos médicos, invocado para
 a cura do cancro, da tuberculose e da pobreza daqueles
 que não comem nhoque

Não sei se lhes é familiar o mito do nhoque da fortuna, portanto, aqui o compartilho. Conta a lenda que São Pantaleão, um santo católico, patrono dos médicos, que viveu no século III e IV (275 d.c. a 305 d.c.), num certo dia 29 de dezembro, vestido de andarilho, perambulava por um vilarejo da Itália. Faminto, bateu a porta de uma casa e pediu comida. A família era grande e tinha pouca comida, mas apesar disso, eles não se importaram em dividir o seu nhoque com o andarilho, cabendo a cada um 7 massinhas. São Pantaleão comeu, agradeceu a acolhida e se foi. Quando foram recolher os pratos, descobriram que embaixo de cada um havia bastante dinheiro. Por isso, tradicionalmente, todo dia 29 é dia do nhoque da fortuna ou da sorte, acompanhado do famoso ritual de colocar dinheiro sob o prato, comer os primeiros sete pedacinhos em pé, fazer um pedido para cada um deles e depois, comer à vontade. 
A simpatia é simples: coloca-se uma nota de qualquer valor sob o prato com nhoque. Pode ser dólar, real ou qualquer moeda estrangeira. Em seguida, fique de pé e concentre-se para iniciar o ritual. No prato, separe sete nhoques e coma um a um. Para cada nhoque, faça um pedido diferente. Depois, sente-se e saboreie o restante do prato. O dinheiro colocado sob o prato deve ficar guardado até o próximo dia 29, para garantir a fartura. Outros dizem que deve ser dado a alguém que necessite ou usado quando for feita nova simpatia.
Há alguns meses estou com desejo de compartilhar esta receita de nhoque com vocês. No entanto, o mito do nhoque da fortuna deixa bem claro que o dia de comer nhoque é o dia 29! Sei que os meses têm se passado e eu, por motivos diversos, sempre perco o maldito dia 29 e acabo deixando para escrever a receita no mês seguinte. Sei também que neste momento 67% dos nossos leitores (o equivalente a duas pessoas, considerando que tenhamos uns 3 leitores fiéis) deve estar se questionando: "por que djabo essa ôme não escreveu essa receita qualquer dia e deixou programado pra publicar no dia 29?!". Então, sei que existe essa ferramenta, mas eu realmente gosto de escrever e postar ali, no calor do momento... não queria perder isso... Enfim, a solução que encontrei foi escrever a receita agora, em fevereiro, em um ano que não é bissexto e, portanto, não tem dia 29, simplesmente porque f@d@-$&! É isso aí, vamos comer nhoque todos os dias, em todas as refeições, porque é muito bom e quem inventou que ele só dá sorte nos dias 29s é muito chato! xô!!! E vou comer quantos nhoques quiser, plantando bananeira, com os pés na cabeça ou sentada feito Buda, fazendo quantos pedidos eu quiser... porque, porque, porque... ninguém manda em mim!
Isso muda uma vida!
Ps: caso ainda não tenha, sugiro que o seu primeiro pedido seja uma nhoqueira. 


Tempo de preparo: 1 hora
Rendimento: 6 porções 

Ingredientes:
1 kg de batata doce
1/2 xícara de farinha de trigo
1/2 xícara de farinha de aveia
1 ovo
sal, pimenta e noz moscada a gosto

Modo de preparo: 
Cozinhe as batatas doce até que fiquem molinhas. Descasque-as (caso não tenha feito isso antes) e amasse-as ainda quentes. Em seguida, coloque o "purê" em um recipiente (tipo bowl) grande e vá acrescentando, aos poucos, os demais ingredientes até que forme uma massa homogênea e levemente elástica. Ferva uma panela com água e, em seguida, vá colocando a massa na nhoqueira, cortando magicamente as bolinhas sobre a água (caso não tenha nhoqueira, sinto muito, você terá que enfarinhar uma bancada e se aventurar a fazer rolinhos e cortá-los ao tamanho de uma cabeça de dedo - cuidando para não cortar junto a cabeça do seu dedo!). Retire-as quando estiverem boiando. Isso acontece bem rápido, entre 1 e 2 minutos. Use o molho de sua preferência (bolonhesa, branco, 4 queijos (socorro!), ao sugo, pesto, com camarões, shitake...) e buon appetito!!!

Com molho de tomate c/ camarões e toque de pesto de manjericão

   

   


sábado, 14 de fevereiro de 2015

BOLO DE MILHO


Nas últimas semanas tive acesso a uma notícia que revolucionou minha vida. Essa notícia me tocou. Levou-me a reflexões profundas... Por que criar leis voltadas à saúde, segurança e educação se podemos criar mais datas comemorativas? Pois é, em vésperas de Carnaval, cá estou eu, emocionada, com a mais nova Lei brasileira: O DIA NACIONAL DO MILHO! 

Lei estabelecendo o Dia Nacional do Miiiiiiilho!
(Essa foto deverá ser em breve substituída por uma
foto do meu digníssimo assim trajado nos idos 1993)
Isso mesmo, a partir desse ano, todo dia 24 de maio celebraremos o dia NACIONAL do Visconde de Sabugosa! Enfatizo o NACIONAL, pois ao me certificar desta data no sábio e poderoso Google, descobri que há, um mês antes, o dia INTERNACIONAL do milho. Uhum! Dia 24 de abril os milhos gringos, the corns, los choclos, têm também o seu dia, veja só!

Mas enfim, eu, como uma super apreciadora do milho e de todos os quitutes dele derivados (milho cozido, milho assado, bolinho de milho, cozido com milho, festas juninas, sucrilhos, canjica, paaaaamonha pamonha pamoooonha, pipoca e galinhas que se alimentam de milho), reservo este post para divulgar uma deliciosa e prática receita, sem glúten e sem lactose, de BOLO DE MILHO!      

Rendimento: 15 fatias 
Tempo de preparo: 45 minutos

Ingredientes:
1 lata de milho com caldo
2 colheres rasas (sopa) de manteiga derretida (pode ser clarificada ou 1/3 de xícara de óleo)
1 vidro pequeno leite de coco (costumo usar o light)
2 1/2 xícaras (chá) de farinha de milho flocão
1 colher de (sopa) de fermento
3 ovos inteiros
2 xícaras (chá) de açúcar (pode usar o demerara)
1 pitada de sal



For...

...dummies

Mas é premeira,








Modo de preparo:

Misture todos os ingredientes no liquidificador e coloque em forma untada e polvilhada com manteiga e farinha de trigo. Leve ao forno quente e deixe por 30 minutos.

Bão dimais!
Garantio!!!

sábado, 31 de janeiro de 2015

RISOTO DE CAJU COM CAMARÃO

Como ganhei uns dias extra pelo Nordeste, vou aproveitar a inspiração que só a perfeita combinação dessa brisa marítima, das frutas tropicais e dos sempre presentes crustáceos nos proporcionam e compartilhar com vocês uma receita que não faço há algum tempo, mas que sempre agrada os presentes (ou lhes dá excelente capacidade de atuação).
Vista da varanda da minha mãe: maior cajueiro do MUNDO!!!

Antes de passar a receita, acho que devo contar um segredo a todos vocês que, até hoje, ainda não desistiram de ler o nosso blog. Não costuma ser fácil contar essas coisa assim, em público, mas acho que chegou o momento...
A cozinha do D&G, por mais que preze e defenda a fluidez e as (às vezes) exóticas combinações, enfrenta uma grande dificuldade: fazer tudo isso sem frutas... ou de modo que as frutas não fiquem com cara de fruta, nem com gosto de fruta e, principalmente, sem textura de fruta!
Pois é, sempre se expõe a minha intolerância à lactose e como é desafiador cozinhar pra mim, mas acho que chegou a hora de mostrar que as minhas limitações não são as piores que existem. Vou rasgar mesmo: há gente que escreve esse blog que não gosta da fruta, digo de fruta!!! 
Mulher-fruta 2009: Brasil, seu passado te condena!

A receita que apresentarei a seguir consegue superar este estigma. Mesmo levando fruta, tendo nome de fruta, textura, cheiro e gosto de fruta, conseguiu agradar a deuses Diegos e troianos. 

Rendimento: Serve 6 pessoas
Tempo de preparo: 1 hora

Ingredientes:

400g de arroz arbóreo;
1kg de caju fresco para a produção de 2 litro de suco de caju fervido para molhar o arroz durante o cozimento, separar e guardar o bagaço!;
500g de caju fatiado em lascas de 4cm;
600g de camarão descascado e temperado com sal e alho a gosto;
1 taça de vinho branco seco;
1 cebola fatiada bem fininha;
azeite  (a gosto);
sal  e pimenta do reino a gosto;
uma pitada de noz moscada;
50g de castanhas de caju em pedaços;
50g de castanha caju processada para decorar.

Cajueiro da vizinha, principal fornecedor de matéria prima para esta receita


Modo de preparo:

Prepare o suco de caju e peneire,  reservando o seu bagaço. Ponha o suco para ferver. Enquanto isso, passe o camarão temperado na frigideira com o azeite e reserve-o. Sele no teflon quente as lascas de caju e reserve-as. Doure a cebola no azeite e acrescente o arroz. Mexa por um minuto e acrescente o bagaço do caju. Mexa por mais um minuto. Acrescente a o vinho, mexendo sempre até secar (deve ser em fogo alto). Acrescente,  conforme a necessidade, conchas sucessivas com suco de caju quente. Tempere com um pouco de sal, pimenta e noz moscada. Não pare de mexer e vá regando à medida que o arroz ainda estiver duro. Quando o arroz estiver cremoso e al dente, jogue o camarão, as lascas de caju e as castanhas em pedaços. Sirva quente! Deixe separado em uma vasilha a castanha de caju processada para ser polvilhada conforme a vontade do freguês.


The real deal acompanhado de couve crocante (que em breve terá receita aqui!)

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

MAMINHA ASSADA

Ow. Vocês ainda estão aí?

Depois de um breve período de recesso de férias em Natal, estudando com muito cuidado as diversas técnicas de preparo de camarão, as nuances do sabor, os diferentes tipos de molho, podemos dizer que atingimos todo um outro nível técnico na arte de preparar comer camarão.


Potiguar: "comedor de camarão" em uma língua que tem muita sorte de ter um termo específico para isso. 
Mas esse post não é para falar sobre camarão, muito pelo contrário. É hora de limpar o sistema, retornar a terras gaudérias. Vamos pensar em carne, a gloriosa e suculenta carne assada, fácil, prática, confiável e que serve de 4-6 pessoas dependendo do tamanho das pessoas. Ou um americano médio. Ou 15 Carolinas Turcato (sério). 

Bom, a receita é muito simples e foi criada descoberta adaptada por nós após sermos colocados em uma situação de criatividade necessária enquanto visitando a casa de parentes: uma maminha na geladeira, alguns ingredientes e teviraprafazeralmoçobeijomeliga. 

Tempo de preparo: 20 minutos (mais 1h30 de forno)
Rendimento: 6 pessoas normais, 1 americano médio ou 15 Carolinas Turcato.

Ingredientes:

- Uma peça de maminha de 1kg (o tamanho da peça também vai influenciar no rendimento, obviamente);
-1/2 xícara de manjericão fresco picado;
-1/2 ramo de alecrim fresco;
-1 pimenta dedo de moça picada sem as sementes;
- 3 colheres de sopa de shoyo;
- 2 colheres de sopa de azeite;
- 3 dentes de alho picados;
- 4 batatas;
- 10 champignons frescos (vulgo Cogumelo Paris);
- 1 taça de vinho tinto
- 2 cenouras;
- Sal e pimenta do reino a gosto.

Como fazer?

- Retire a gordura da maminha e reserve (deixe a gordura se estiver servindo o americano médio);
- Misture o shoyo, o azeite, o manjericão picado, a pimenta picada e o alecrim fresco. Esta é a base do molho. Um pouco de pimenta do reino ajuda a dar sabor. Não precisa ter medo da pimenta dedo de moça! Sem as sementes a pimenta é praticamente só sabor, não vai arder, juro prometo. O shoyo já dá conta em termos de sal, mas se realmente não tiver problema de hipertensão na família, pode colocar um pouco mais.
- Tempere a maminha com o molho base e coloque na assadeira.
- Corte a cenoura como preferir (rodelas, cubinhos, tiras, pentágonos) e a batata (pense cubos médios) e coloque na assadeira em volta da carne. Regue-os com azeite, um pouco de sal e pimenta do reino. 
-Limpe bem os cogumelos, coloque uma vasilha e regue com o vinho tinto, um pouco de sal e pimenta do reino. Mexa bem para que todos peguem sabor. 
- Cubra tudo com papel alumínio e leve ao forno pré-aquecido por 1h - se seu forno for muito quente, cheque aos 40 minutos. Depois, retire o papel alumínio, coloque os cogumelos e deixe por mais 30 minutos. 
- Carne pronta? Coloque um fio de azeite em uma frigideira e frite o alho até ficar crocante (mas não queimado! Cuidado! O ponto é um branco sujo-marrom leve). Na hora de servir a carne, jogue o alho por cima. 


Nesse dia esquecemos de colocar o alho. Não se preocupe, você também esquecerá. 





quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

RAPIDINHAS: ASPARGOS

Este não será um post democrático.


Por motivos que eu só posso especular (Clima? Distâncias? Altitude? Dilma? Vodu? Al Qaeda?), alcaparras aspargos não são facilmente encontrados em todos os lugares desse Brasil. Eles podem ser encontrados com facilidade em supermercados de Porto Velho - RO (embora sejam caros), com alguma dificuldade em Porto Alegre (no Mercado Público de vez em sempre, todas as terças na feira do Largo Epatur) e a cada onze luas cheias em Natal. Eles são ridículos de barato e comuns na Argentina então são basicamente a única coisa que eles conseguem comer hoje em dia. De qualquer forma, se você quer virar um fã de alcachofra aspargos, planeje-se antecipadamente e descubra como se manter abastecido. 

E não, alfarrobas aspargos em conserva não contam. Por favor, nem começa. Não. Não dá. Já tentamos. Não fica igual. Não. Calma. Também não dá. Vai por mim. Confia. 

Aliás, para quem nunca viu/comeu/plantou/colheu/prestou atenção, isso são alcaparras alcachofras aspargos: 

Preenchendo a cota de verdes do prato like a boss.

Alcachofra  Aspargos assados são uma excelente acompanhamento para carnes em geral e peixes de sabor forte, tipo salmão, sendo uma excelente forma tanto de ornamentar o prato quanto preencher a cota de verdes. Também dá para fazer um excelente risoto e a receita deve subir em breve.

Tempo de preparo: 20 minutos
Rendimento: 4 porções (acompanhamento)

Ingredientes:
- Um maço de alcachofras aspargos
- Sal a gosto;
- Pimenta do reino a gosto;
- Azeite a gosto;
- 4 dentes de alho fatiado (fatias finas);

Como fazer?

- Limpe bem os aspargos alcaparras com água e corte a parte branca na base dos talos;
- Coloque-os em uma assadeira, lado a lado, salpique as fatias de alho por cima, o sal e a pimenta do reino. Regue com azeite;
- Coloque as alcachofras para assar por algo como 10-15 minutos em fogo médio-alto e pronto! A Mog gosta delas mais firmes, com menos tempo, eu prefiro mais queimadinha. Vai de cada um. 

Spoiler alert: Você vai ter uma experiência inovadora algumas horas depois.